1 – Meus deuses!!! Que surpresa inesperada!!! Quer dizer que o Mercado discorda de cortar supersalários e prefere ajustar o salário mínimo? Será porque os super assalariados investem em ações e fazem investimentos significativos, enquanto os trabalhadores usam…
-…suas baixas remunerações apenas pra sobreviverem? Não… não deve ser isto. O Mercado está preocupado é com o desenvolvimento do país. E só quem tem muito dinheiro é capaz de desenvolvê-lo, né mesm…?

2 – Parece que o governo Lula, enfim, resolveu enfrentar o velho jogo das elites nacionais, algo que o petismo deixou de fazer após as vitórias de Lula e Dilma. Numa democracia, a política é uma luta de classes sim e a esquerda é quem representa os mais pobres.
– A direita, cheirosa ou radical, sempre soube disto e sempre usou o poder financeiro que tem pra eleger bancadas poderosas e comprar a “liberdade da imprensa” e, hoje, das redes sociais pra mandar no país, mesmo não ocupando a Presidência. Um deles já reagiu.

3 – Há certo estupor em certos bastidores palacianos: Lula, o conciliador, o defensor da negociação política como único caminho do consenso, está indignado com o Congresso e seus atuais dirigentes. Tinha que acontecer um dia. Vão dizer que a culpa é da Janja e do PT…
– Mas não é não. Até Cristo indignou-se com o que os comerciantes fizeram com o templo de Deus… Porque ele não se indignaria com o que os políticos estão fazendo com o Brasil?

4 – Gilmar Mendes é, indubitavelmente, um supremo polêmico. Costumava aparecer mais nos governos petistas – que o chamavam de tucano – mas teve alguns choques também no governo do ex-mitô. Como decano, submergiu um tanto. Acho que está cuidando de sua biografia pra História.
5 – São várias as razões, começando pela passividade histórica do povo. Os protestos por aqui sempre começaram pela mobilização da classe média (abolição em 1888, República em 1889, Vargas em 1930, marchas com Deus e Família em 1964, Diretas Já em 1983).
– Todos eles “explodiam” popularmente após serem cozinhados pelas elites políticas e/ou econômicas com a prestimosa colaboração da imprensa familiar. Hoje, o cozimento já vem sendo feito há algum tempo, mas não chegou ao ponto da fervura. Lula não é Dilma, né?

6 – É fato que, depois do desastre do desgoverno bolsonário, a economia do país vem crescendo satisfatoriamente. Daí, deixou de usar argumentos clássicos pra provar que o governo é ruim. O bordão “É a economia, estúpido!” sumiu. Passaram a usar: “O mundo mudou…
-…e Lula não evoluiu” ou “Sem ajuste fiscal, o Brasil vai falir em 2027” ou “Qual é o programa do governo?” Agora, o enfoque será o choque dos poderes. Se o governo for ao STF contra a derrubada do IOF, vai se começar a berrar pelo impeachment. Repito: Lula não é Dilma, sabiam?
https://x.com/i/status/1938579711828918580
7 – Dom Corleone, o poderoso chefão, tinha 03 filhos e 01 filha. O mais velho, provável sucessor, foi morto por seus inimigos. O 2º foi morto a mando do 3º, que também mandou matar o marido da irmã e que o sucedeu como poderoso chefão. Os clãs mafiosos são assim.
– Aqui no Brasil, são mais perigosos… eles não matam, entram na política.

8 – Houve um tempo, quando eu ainda estava na ativa, que a imprensa gostava de nomear determinados medalhões da política – Ulysses, Tancredo, Sarney, Covas, Simon, Marco Maciel, Antônio Carlos Magalhães – como raposas felpudas, pela esperteza com que faziam política.
– Ciro Nogueira não é uma raposa felpuda, apesar de se pavonear como tal. É um típico ‘coronel’ piauiense, com um cativo curral eleitoral que ele alimenta com milhões das emendas parlamentares. Se esta excrescência orçamentária for eliminada, ele retorna ao baixo clero.
9 – A Folha e seu instituto de pesquisas continuam com saudades dos tempos sombrios. Com perguntas feitas visando respostas adrede desejadas, eles fazem uma pesquisa cujo resultado é que a maioria dos brasileiros sente vergonha das instituições públicas do país.
– Bem, imprensa e institutos de pesquisa são instituições privadas, mas gostaria que tivessem sido incluídas nesta pesquisa. Acho que o percentual de envergonhados seria bem maior.

10 – Alguém leu ou ouviu algum analista ou comentarista dando esta explicação didática do ministro Haddad sobre o IOF? Eu não… A conversa mole é sempre esta babaquice de imposto arrecadatório e regulatório e que o governo já cobra impostos demais. Dos ricos é que não é!
– Outra babaquice bastante divulgada: a derrubada do IOF pelo Congresso é inconstitucional. Mas eles querem passar por cima disto com uma solução política. A lei que vá pros quintos dos infernos…
https://x.com/i/status/1938905699385237856
11 – Me impressiona um tanto esta visão de boa parte de analistas e comentaristas da imprensa em que, na prática, submete a legislação, mesmo constitucional, à vontade política. Este aí, na GloboNews, fala da degringolada de vez das relações Congresso/Governo, caso…
https://x.com/i/status/1938777531936608398
-…este apele ao STF contra a derrubada do IOF. Ora, a Constituição diz que Congresso não pode derrubar decreto do Presidente se não houver justificativa legal para tanto… Então, vamos fazer as pazes e ph…-se* a lei? O Brasil ficará melhor quando ouvir Flávio Dino.
https://x.com/i/status/1938652430758981707
12 – Ao contrário da afirmação no post, não parece nem um pouco com a Alemanha dos anos 30. Nazistas não se limitavam a postar cartazes contra a presença de judeus e nem os judeus matavam civis, incluindo mulheres e crianças, para construir resorts em suas terras.

– Aliás, como fazem hoje milhares de judeus nas ruas de Israel, naqueles anos sombrios da Itália, milhares de italianos também andavam pelas montanhas e por lugares onde havia nazi-fascistas, e lutavam pra expulsá-los de sua pátria fazendo todos cantarem a liberdade.
13 – Que me xinguem analistas e comentaristas, mas conhecimento é fundamental!
Helen Keller: “Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar.”
14 – Quem diria? ainda se faz Jornalismo no Brasil: leituras (e vídeos) que acho importantes