As meninas que amavam rosa (I)

Eu vi Rosaura pela primeira vez numa festa de Natal promovida pela associação patronal da região onde moro, aliás a última festa comunitária promovida por ela – os associados não gostaram muito daquele monte de trabalhadores e respectivas famílias se misturando às suas próprias famílias e brecaram novas confraternizações. Quem paga manda, não é mesmo? Leia mais… »

As paredes brancas de uma vida

  I As mãos perambulavam ágeis, os dedos deslizando pelo rosto enrugado, massageando as bochechas ôcas de dentes, firmando as pálpebras cerradas. Ajeitaram as flores abundantes e pararam, maestrosas, num último acorde. Os olhos perscrutaram , críticos, algum detalhe esquecido, alguma falha impossível. Perscrutaram só, porque Waldemar tinha uma excêntrica certeza de perfeição. Reposta a Leia mais… »

A garota do coletivo 84416

Antigamente, num antigamente ainda próximo, a mulher era, exclusivamente, um objeto de arte… Quando era bonita! Beleza sempre foi fundamental. Quando era feia, era só objeto. Os homens, tão cheios de si, tão cheios de mundo, não permitiam que a fragilidade feminina viesse perturbar seus sonhos onipotentes, viesse ocupar posições muito determinadas. Feia ou bonita, Leia mais… »