O ódio (II)

Volto no tempo e me lembro do governo Sarney, logo após a derrocada da ditadura. Sarney era um “coronel” nordestino, udenista da velha guarda, que apoiou a ditadura e só pulou fora quando o barco começou a fazer água. Dentro do figurino padrão da elite, com o barco afundando, ela se reuniu e fez um Leia mais… »

O ódio (I)

Perdoem-me os santarrões e os indignados, mas eu estou fascinado com o brasileiro que frequenta, compulsivamente, as redes sociais, nestes tempos em que a vida política brasileira se resume ao petismo/lulismo versus anti-petismo/anti-lulismo fanatizados. Até em grupos zap-zapeanos em que o tema é específico, agro-floresta por exemplo, de repente aparece um post xingando Lula de Leia mais… »

E se eu tivesse…

Gozado como a história de uma pessoa comum como eu, que só tive alguma expressão política e, mesmo assim, limitada ao meu próprio círculo, durante os anos de chumbo da ditadura militar, de repente se imbrica (e brinca) com a história do país… e de forma  totalmente inesperada, no bojo de uma delação bombástica que, Leia mais… »

De santos e diabos

Logo após o depoimento de Lula ao juiz Moro, em Curitiba, uma amiga me passou um post pelo Whats’App: “Até agora, nada, absolutamente nada, me convenceu que Lula é santo e Moro é diabo… Você pode me ajudar? E, por favor, não me subestime usando a Globo…”  Uma questão como esta não se responde em Leia mais… »

Classe média bovina

Velho amigo, antigo parceiro de trabalho, contesta mensagem minha, na qual afirmei que, ao contrário de outros países desenvolvidos, “a elite brasileira, bovinamente apoiada pela classe média, é predadora e imediatista.” Postou ele, então: “Não sei o que você entende por classe média. No meu entender, a classe média não é predadora e é quem Leia mais… »

Deus já desistiu…

As redes sociais tornaram-se uma febre hoje. Na comunidade em que moro há muitos grupos de discussão, que vão se multiplicando na medida em que os participantes encontram interesses comuns, ao mesmo tempo que eliminam aqueles que não se enquadram no tema predominante. Estes, por sua vez, acabam formando outro grupo, mais eclético, muitas vezes Leia mais… »

Mudou alguma coisa?

Houve uma época – eu era menino, mas me lembro das discussões de meu pai com alguns próceres políticos de Brazópolis – a cidadezinha no sul de Minas onde meus pais nasceram – sobre a campanha “O Petróleo é Nosso” (está aí uma característica da idade ‘avançada’: à medida que o tempo passa, a gente Leia mais… »